Politica & Mulher
Eleições 2020 tiveram recorde de candidatos LGBTQI+

Ao todo, foram 73 representantes eleitos, de acordo com os dados das entidades

O Brasil elegeu um recorde histórico de candidatos LGBTQI+ em 2020: foram 25 candidaturas da população transexual para as Câmaras Municipais, de acordo com levantamento da Associação Nacional de Travestis e Transexuias - Antra)

Ao todo, a entidade estima que as candidaturas da comunidade já ultrapassaram os 450 mil votos, elegendo 73 representantes pelo país. Apenas entre a população trans, as 25 candidaturas eleitas já representam um aumento de 212,5% em relação às eleições municipais de 2016, quando um total de oito pessoas transexuais se elegeram.

Em Aracaju, o exemplo mais emblemátuco foi o de Linda Brasil, que repercutiu nacionalmente. Ela foi a vereadora mais votada da capital. Em São Paulo, esse ineditismo foi quebrado simultaneamente por três candidaturas, com Thammy Miranda, Érika Hilton e Samara Sósthenes, do mandato coletivo Quilombo Periférico, conseguindo uma vaga na Câmara.

Ao todo, foram 73 representantes eleitos, de acordo com levantamento feito pela Híbrida em parceria com a Antra e com base em dados da Aliança Nacional, que contabilizou também um total de 450.853 votos espalhados pelo país. Outro 93 candidatos LGBTQI+ ainda conseguiram cadeira como suplentes.

Entre as siglas, o Partido Socialismo e Liberdade - PSOL - e o Partido dos Trabalhadores - PT - elegeram a maioria de candidatos LGBTQI+, sendo responsáveis por 21,9% e 19% do total, respectivamente. Eles são seguidos pelo Partido Democrático Trabalhista - PDT -, com 12,3%; pelo Movimento Democrático Brasileiro - MDB -, com 6,8%; e pelo Partido Verde - PV -, com 5,4%.

 

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