Politica & Mulher
Patrulha Maria da Penha completa dois anos de proteção à vida de mulheres

Patrulha Maria da Penha já assistiu a 76 mulheres e realizou mais de cinco mil visitas 

Há exatos dois anos, um convênio entre a Prefeitura de Aracaju e o Tribunal de Justiça de Sergipe instituiu a Patrulha Maria da Penha, programa de acompanhamento e proteção para as mulheres vítimas de violência doméstica em Aracaju. Uma das políticas públicas recentes mais emblemáticas na proteção às mulheres.

O programa é voltado para mulheres que estão sob medida protetiva de urgência. Elas são encaminhadas pelo Tribunal de Justiça e passam a ser monitoradas por agentes da Guarda Municipal de Aracaju – GMA –, que ficam responsáveis por monitorar as assistidas, garantindo a segurança e o cumprimento das medidas restritivas.

Nesses dois anos de atuação, já são 76 mulheres assistidas, mais de cinco milvisitas para fiscalizar as medidas protetivas, 21 descumprimentos de medidas protetivas atendidas e 12 flagrantes, com a execução de sete prisões. A Patrulha Maria da Penha conta com 15 guardiãs municipais, que atuam em quatro turnos operacionais.

O trabalho é desenvolvido a fim de garantir a salvaguarda dessas mulheres que, sem proteção, continuariam submetidas às situações de violência, estando sujeitas ao feminicídio. “O acompanhamento preventivo periódico que realizamos garante uma maior proteção para essas mulheres, sendo fundamental para ultrapassar o medo que passam a sentir em virtude da violência que sofreram”, afirma a coordenadora da Patrulha Maria da Penha, Vileanne Brito.

Para ela, o diferencial da Patrulha Maria da Penha é o foco na questão humana. “Essas mulheres estão submetidas a uma situação de plena vulnerabilidade e passam a ser assistidas, em um processo de acolhimento e compreensão, dando um total apoio, que vai além da segurança física, mas envolve, também, o suporte emocional”, ressalta Vileanne. 

 

 

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