Aparte
Jozailto Lima

É jornalista há 38 anos, poeta e fundador do Portal JLPolítica. Colaboração Tanuza Oliveira.

Fábio Henrique tentará reeleição em 2022 e acredita que seu mandato justifica permanência em Brasília
Compartilhar

Fábio Henrique: “Não veto ninguém. Porque quem veta, pode ser vetado”

O deputado federal Fábio Henrique de Carvalho, PDT, revela que tem projeto de ir à reeleição no ano que vem. Isso porque acha que fez por onde possa pegar o caminho de volta a Brasília em nome de mais um mandato. Ele acredita que esteja cumprindo esse atual dentro de bons propósitos e parâmetros políticos.

“Sou candidatíssimo a deputado federal, com a fé em Deus. Agora, se vou ganhar de novo, aí só o povo sergipano é que sabe. Mas vou defender, na eleição do ano que vem, o que eu tenho feito em Brasília”, diz Fábio Henrique.

Antes que você faça a pergunta, leitor, ele mesmo a formula e responde. “E o que eu tenho feito em Brasília? Eu tenho defendido o servidor público, o trabalhador, tenho votado absolutamente sem tirar um mínimo direito de quem quer que seja, e defendido a pauta da liberdade e da democracia”, diz Fábio.

“Em Sergipe, tem-se a preocupante ideia, quando se fala em deputado federal, de associá-lo imediatamente a emenda parlamentar, a recursos do orçamento da União para o Estado. Ora, emenda conta, é justa e eu não sou contra elas. Jamais. Muito pelo contrário: eu também tenho as minhas e acho que as emendas são importantes. Mas o papel principal de um deputado não é o de trazer emendas. Não adianta você ir lá para Brasília, encher o seu Estado de emendas e tirar os direitos do povo, votar contra servidor público e trabalhador em geral. Não é verdade?”, formula Fábio Henrique.

É dessa visão que ele tira subsídio para tentar mais um mandato federal - Fábio já foi vereador de Aracaju e prefeito de Nossa Senhora do Socorro. “Portanto, eu vou para a minha reeleição com a seguinte informação: ajudei ao meu Estado com as emendas que pude, mas cumpri o meu principal papel, que foi e está sendo o de defender a sociedade e Sergipe, independentemente de questão política”, diz.

Por esse visor do desempenho parlamentar, Fábio não acredita em rejeição eleitoral ao seu projeto. “Eu acho que quem votou em mim em 2018 não tem motivos para não mais votar em 2022, porque na Câmara não há nenhum voto meu que tenha sido contrário aos interesses do meu Estado ou da sociedade”, avisa.

“Veja: eu votei contra a reforma da Previdência com convicção, porque entendi que ela não era a reforma ideal. Eu votei contra a PEC 186 que limitou o valor do auxílio emergencial nesta pandemia, que era para ser de R$ 600 e estão pagando R$ 150 e que congelou o salário dos servidores públicos por 15 anos. Votarei contra a reforma administrativa da forma como ela foi apresentada”, diz.

E mais: “Votei contra a boiada do licenciamento ambiental que passou esta semana, onde está se fazendo autodeclaração ambiental, que eu considero um absurdo. E não é porque eu seja de um partido de oposição, porque eu defendi esta semana o voto impresso, que é uma bandeira do presidente Jair Bolsonaro, mas que eu acho importante e também defendo. Não é porque é de Bolsonaro que eu vou dizer que está errado. De modo que acho que tenho feito um mandato equilibrado, sem radicalismos e sempre defendendo o meu Estado e a causa da duplicação da BR-101 por aqui”, afirma.

Dando uma de politicamente palatável, Fábio revela que a maior emenda individual dele deste ano ao orçamento da União foi mandada para Nossa Senhora do Socorro e até admite em 2022 estar num mesmo palanque eleitoral que o prefeito Padre Inaldo Luis da Silva, seu oponente.

“Veja como eu procuro agir dentro da razoabilidade: todos sabem que perdi a eleição de prefeito de Socorro no ano passado, não guardo nenhuma mágoa e para mim o que passou, passou, porque a vontade do povo deve ser respeitada. Mas ontem ao fechar as minhas emenda, mais uma vez coloquei a maior delas, a individual - de R$ 2 milhões - para quem? Para Socorro. Porque tenho compromisso com a população socorrense, independentemente de quem seja o prefeito. Não tenho compromisso de ser contra ninguém. Eu adotei a seguinte postura: não veto ninguém. Porque quem veta, pode ser vetado. Ah, e em 2022 você pode estar no mesmo palanque do prefeito de Socorro? De por mim, sem nenhum problema. Hoje eu sou um homem com o coração completamente tranquilo. Não tenho raiva e nem mágoa de ninguém”, diz ele.

 

Ω Quer receber gratuitamente as principais notícias do JLPolítica no seu WhatsApp? Clique aqui.

Deixe seu Comentário

*Campos obrigatórios.