
Emanuel Cacho: “Nós temos um plano para mudar Sergipe para melhor”
O advogado Emanuel Cacho, PSDB, está mais do que disposto a levar a sério seu projeto de disputar o Governo do Estado de Sergipe nas eleições deste ano.
E levar a sério, para Emanuel Cacho, é jogar tora toda a toxina que circunda e envolve o debate político, sobretudo em épocas de eleições. Praticar a boa política, fazer o jogo limpo.
“A política precisa voltar a ser a arte do debate, da discussão saudável. Da disputa de propostas. Eu proponho diálogo com o povo e o respeito aos adversários. Jogo limpo sempre! Estamos propondo uma campanha propositiva, sem mentiras, sem jogo sujo, sem acusações rasteiras”, diz Cacho.
“Há hoje em Sergipe uma grande falta de convicção do eleitorado em quem votar - e é aqui onde eu e a minha pré-candidatura nos inserimos. Mas percebo também que o povo está cansado dessa politicagem”, reforça Cacho, em entrevista exclusiva à Coluna Aparte, que vai a seguir.
Aparte - A pré-candidatura do senhor ao Governo de Sergipe deve ser vista como pra valer?Emanuel Cacho - Sim, a pré-candidatura já está na rua e é para valer. Isto porque o meu partido decidiu que teríamos uma candidatura própria e que atenda aos anseios dos eleitores.
Aparte - O que o senhor tem feito em nome dela nesse período de pré-campanha?
EC - Olha, eu tenho conversado muito com as pessoas e tenho percebido o grau de indefinição delas. Há hoje em Sergipe uma grande falta de convicção do eleitorado em quem votar - e é aqui onde eu e a minha pré-candidatura nos inserimos. Mas percebo também que o povo está cansado dessa politicagem, desse jogo sujo de intrigas e inimizades, de ex-colegas que andavam juntos e agora andam se engalfinhando por causa de mandatos e posições políticas.
Aparte - O senhor teria condição de aglutinar e de mudar isso?
EC - Eu tenho certeza de que, na hora certa, vamos unir Sergipe em torno da nossa campanha e das nossas propostas. Pra mudar o que está aí, vamos precisar de todo mundo. Há hoje pelo menos três nomes fortes disputando o governo, inclusive com candidaturas que já contam com apoio de Lula e de Bolsonaro.
Aparte - E senhor e a sua pré-candidatura se inserem onde neste contexto de polarização?
EC - Olha, o futuro governador de Sergipe, que espero venha a ser eu, não vai governar para Lula e nem para Bolsonaro, mas para o povo sergipano. E é com o povo que o nosso compromisso e a nossa aliança se fazem. A mim não importa se o meu eleitor vai votar nesse ou naquele candidato à Presidência da República, porque eu vou governar para todos.
Aparte - Mas o senhor não acha que a eleição já está polarizada demais no Estado, sem chance para uma terceira via?
EC - Não. Não acho, de forma alguma. O cidadão e a cidadã sergipanos sequer tomaram suas decisões ainda. E é preciso acabar com esse negócio de polarização, essa coisa de vizinho brigando com vizinho por causa de política. Essa coisa de parentes se estranhando enquanto os políticos tomam cafezinho juntos e se confraternizam. Nós queremos unir o povo e não dividi-lo.
Aparte - Então o senhor acha que a sua candidatura pode distensionar essa polarização?
EC - Acredito, sim. Nós estamos propondo uma campanha propositiva, sem mentiras, sem jogo sujo, sem acusações rasteiras. A política precisa voltar a ser a arte do debate, da discussão saudável. Da disputa de propostas. Eu proponho diálogo com o povo e o respeito aos adversários. Jogo limpo sempre!
Aparte - O senhor identifica a sua candidatura mais à direita ou à mais esquerda?
EC - O povo não é de direita e nem de esquerda. Essa rotulação vem de um posicionamento de políticos e de militantes, de quem vive a política no dia a dia. O povo fala em política durante as eleições, depois disso ele deixa de ser eleitor e volta à vida normal, a ser trabalhador, estudante, gente que está na correria, procurando realizar os seus sonhos. E é com essa gente real, de carene, osso e necessidades, que eu quero dialogar e apresentar as minhas propostas. Vamos propor um grande pacto de união para, juntos, vencermos a máquina pública e os poderosos de sempre. O povo precisa de água na torneira, o povo precisa de melhores condições de trabalho. É preciso mais respeito aos professores e aos estudantes. Serviços públicos de qualidade e comida na mesa. Nós temos um plano para mudar Sergipe para melhor.

























